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O que restará da terra?

O que restará da terra? Nossa Senhora Menina

Um painel formado pelos mais respeitados especialistas em clima, conclamados pelas Nações Unidas, declarou, em fevereiro, que não há mais dúvidas: nosso planeta está esquentando. E por nossa culpa. Os cientistas adiantaram algumas conseqüências desse aquecimento. Haverá fome, seca, miséria, furacões e enchentes. A média do nível dos mares subia cerca de 1,8mm por ano entre 1961 e 2003, numa média de 3,1mm por ano. O relatório final deverá agora guiar uma ação global para salvar o mundo como conhecemos.

O futuro do planeta foi traçado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que reúne uma elite de 2500 dos principiais pesquisadores de mudanças climáticas. Esse comitê, formado em 1988, reúne regularmente para atualizar as informações sobre o clima. Nos últimos quatro anos, os cientistas avaliaram os resultados das milhares de pesquisas realizadas pelos principais centros e universidades do mundo. O objetivo do painel é extrair as maiores certezas desses estudos. É por isso que o relatório final é tão relevante. E, diferentemente dos anteriores, este é recebido por um mundo em estado de alerta. Fenômenos naturais atípicos recentes, como a onda de calor na Europa e o fim da neve em estações de esqui, mudaram a percepção mundial sobre ecologia. A preocupação dos ambientalistas, antes vista como alarmista, tornou-se questão prioritária.

Não restam dúvidas de que o aquecimento global está sendo provocado pela ação humana. O fenômeno, chamado de efeito estufa, é causado pela emissão de gases provenientes da queima de combustíveis fósseis, como carvão e derivados de petróleo, além dos incêndios florestais. Os relatórios anteriores do IPCC diziam que a ação humana era a causa provável para o aquecimento, mas ainda davam margem a incertezas. Isso permitiu que, na última década, políticos e líderes empresariais adiassem medidas urgentes contra o efeito estufa.

Enquanto isso a temperatura da Terra subia. Cinco dos seis anos mais quentes da História foram a seqüência de 2001 a 2005. A temperatura média da Terra era de 13,78 graus Celsius em 1905 – quando a atividade industrial não influenciava tanto o meio ambiente. Agora já está em torno de 14,50 graus. Ao confirmar esse aquecimento, o IPCC constata que as mudanças estão acontecendo de modo mais forte do que os cientistas esperavam..

Algumas perturbações no clima já são inevitáveis. Segundo os pesquisadores, as primeiras transformações na Terra acontecerão nos próximos 30 anos. Mesmo que as emissões de gás carbônico se mantivessem nos níveis do ano de 2000, mesmo que ninguém construísse nenhuma fábrica nem comprasse nenhum carro novo, a temperatura ainda subiria até 0,1 grau por década. Num cenário mais provável, se a poluição continuar crescendo no ritimo atual, a temperatura média global passará de 15 graus em 2040.

O aquecimento é inevitável por causa de todo o gás carbônico que já foi lançado na atmosfera desde o início da industrialização. Hoje as concentrações de gás estão 30% mais altas que a média dos últimos 650 mil anos. O resultado dessa atmosfera alterada já será visto por nossa geração nos próximos anos. De acordo com o IPCC, os furacões não serão mais numerosos, mas terão mais força. Virão com mais chuvas, mais ventos e mais destruição. Hoje no máximo 15% atingem a categoria 5, equivalente à do Katrina, que arrasou Nova Orleans em 2005. A partir de agora, é provável que 30% deles sejam dessa categoria. Também teremos 90% de possibilidades de enfrentar trombas-d’água mais fortes e ondas de calor mais intensas.

A partir de 2040, o mundo ficará bem mais caótico. A distribuição das chuvas será alterada de forma cruel, acentuando os extremos: as regiões já secas terão menos chuvas e as áreas úmidas ganharão precipitações ainda mais intensas. A variação, que hoje é cerca de 10% de um ano para outro, pode chegar a 30%. Isso ameaça a estabilidade das estradas e pontes. Será impossível prever os períodos de estiagem. Rios até então perenes começarão a secar. A agricultura acumulará prejuízos com a irregularidade do clima. Há previsões de que o número de famintos, por causa disso, aumente entre 200 milhões e 600 milhões nas próximas décadas.

É difícil entender que tal sucessão de catástrofes seja atribuível a uma variação apenas de 2 ou 3 graus na média de temperatura do planeta. Afinal, mesmo em um dia quente de verão essas oscilações nos termômetros pode trazer algum desconforto, mas não chega a ser alarmante. O problema é que o clima da Terra, tal como conhecemos hoje, se sustenta em um frágil equilíbrio. Um grau a mais ou a menos na média global esconde grandes variações locais, com força para romper delicados sistemas de ventos, correntes marinhas ou evaporação de florestas que trazem e levam as chuvas.

É o caso da Amazônia. Hoje, o calor sobre a floresta e os rios faz evaporar quase tudo que chove na região. A massa de vapor é tão grande que forma um vértice quase permanente na atmosfera. Uma foto tirada de satélite mostra uma imensa massa branca que gira lentamente, jogando nuvens carregadas de chuva para todos os lados. Essas nuvens irrigam parte do Centro-Oeste brasileiro, atual celeiro agrícola do país. Elas também molham canaviais, laranjais e pastagens do interior de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. Todo esse sistema está em perigo. Se a temperatura média da Terra subir mais que 3 graus, a floresta entra em colapso, segundo os pesquisadores. Boa parte dela secaria. Em vez de Floresta Amazônica, teríamos Cerrado Amazônico. E o ciclo de evaporações se desmancharia, acabando com a benesse das chuvas no interior do país.

A melhor comparação para o que vai acontecer por volta de 2100 é com o último grande aquecimento que o planeta viveu. Há 120 mil anos atrás, o planeta entrou em um período tórrido, que durou até 100 mil anos atrás. Naquela época, o aquecimento foi provocado por alterações na órbita da Terra em relação ao Sol. Metade da Groenlândia e parte da Antártida derreteram. O mar estava até 6 metros mais elevado que hoje. Deixava submersas restingas onde ficam bairros nobres do Rio de Janeiro e cidades como Recife, Santos, Fortaleza. Naquele tempo a temperatura média da terra estava em cerca de 18 graus, exatamente a faixa de temperatura esperada para o fim do século. Segundo as previsões do IPCC, a média global da Terra em 2100 deverá ficar entre 16,5 graus e 19 graus, dependendo das emissões de gás carbônico. E a temperatura continuará subindo por mais mil anos.

O que se vê no relatório corre o risco de estar subestimado. A cautela existe por que o documento final só deve incluir as conclusões sustentadas por número suficiente de evidências. Segundo o IPCC, o nível do mar subirá de 18 centímetros a 59 centímetros até 2100. Já é suficiente para inundar algumas ilhas do Pacífico, como as Ilhas Marshal e Papua-Nova Guiné. Mas pode ser mais grave que isso.

Os membros do IPCC descartaram evidências de que os grandes blocos de gelo da Groenlândia e da Antártida podem se comportar de forma imprevisível. Estudos dos últimos três anos revelam que essas grandes massas de gelo podem fragmentar em questão de meses, num efeito cascata. O ponto de ruptura poderia ocorrer a qualquer momento, e o desmoronamento faria o nível do mar subir 1,4 metros em uma década. Isso já seria suficiente para inundar grandes cidades litorâneas.



10 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER

1. Em Fevereiro foram divulgados os resultados do painel intergovernamental sobre mudanças climáticas (IPCC).
2. O IPCC reúne uma elite de 2500 dos principais pesquisadores de mudanças climáticas de 153 países.
3. O relatório afirma que a ação humana é a principal causa do agravamento do efeito estufa.
4. A temperatura média da Terra subiu de 13,78 graus há um século para 14,5 graus.
5. Mesmo que as emissões de gás carbônico se estabilizem, a temperatura da Terra vai subir 0,1graus por década, até 2040.
6. Furacões e ciclones serão mais intensos.
7. Haverá mias chuva, mais ventos e mais destruição.
8. Há 90% de chances de ocorrer trombas-d’água mais fortes e ondas de calor mais intensas.
9. Se as emissões continuarem crescendo, a capa de gelo do Ártico desaparecerá.
10. O relatório corre o risco de estar subestimado, pois o documento final só deve incluir as conclusões sustentadas por um número suficiente de evidências.

Para saber mais...

Para ler:

"Meio ambiente e Desenvolvimento", José Eli da Veiga. Senac
"Ética e Educação Ambiental: a conexão necessária", Mauro Grun. Papirus
"Mundo Sustentável: abrindo espaço na mídia para um planeta em transformação", André Trigueiro. Globo
"Desenvolvimento Sustentável: uma introdução ao debate ecológico", Mark Mawhinney. Loyola

Para navegar:
www.ipcc.ch
http:/unfcc.int
www.ambientebrasil.com.br
www.greepeace.org.br


Fonte: _____________. O que restará da Terra?. Galileu Especial Vestibular, São Paulo, 02, 08-15, abril, 2007.




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